Prefeitura de Anastácio

Anastácio-MS - Domingo, 20 de Agosto de 2017.

Nossa História

Anastácio: presente, passado (e futuro)

O município de Anastácio, que no dia 8 de maio de 2009 completou 44 anos de emancipação política e administrativa, é um dos jovens e promissores municípios do Mato Grosso do Sul. Apesar de muito novo, suas terras e sua gente estão inseridos no tempo e nos fatos históricos registrados desde o uno Mato Grosso, vivendo hoje como protagonista da moderna evolução em que se encontra e pronto para os desafios do futuro.

Presente

Situado no médio curso da Bacia do Rio Miranda e banhado pelos rios Aquidauana e Taquarussu, o município abrange uma área de 2.949,206 km², na microrregião centro-oeste do Estado. Faz divisa com Aquidauana, Miranda, Nioaque, Bonito, Dois Irmãos do Buriti e Maracaju. Possui 23.012 habitantes, a 19ª maior população de Mato Grosso do Sul (segundo estimativa demográfica - 2008), destaca-se por possuir uma grande população juvenil e tem forte vocação para o desenvolvimento agropecuário e turístico.

Apresentamos a Nossa Terra, o Nosso Espaço, como é conhecido hoje pelos novos anastacianos e sul- mato-grossenses, como um município formado e independente, tendo identidade socioeconômica e cultural definida.

Com uma Altitude de 160m acima do nível do mar, distante 127 km de Campo Grande, capital do Estado, pela rodovia federal BR-262, Anastácio também é a primeira cidade do Portal do Pantanal – caminho terrestre obrigatório para brasileiros e estrangeiros que vem conhecer e apreciar as belezas do maior santuário ecológico do planeta.

Particularmente,Anastácio possui um potencial turístico cuja estruturação, como atividade econômica, está sendo levantada e planejada. Diversas áreas de conservação foram implantadas, aproveitando sua forte tendência ao turismo científico-cultural, ao ecoturismo e ao turismo histórico e de aventura. É um município rico em natureza rústica e exuberante de fortes apelos culturais.

Passado

A história da cidade de Anastácio está intimamente ligada à de Aquidauana, datando sua origem de 15 de agosto de 1892, quando oficialmente se fundou a cidade, sob a coordenação dos principais fundadores – Theodoro Rondon, João de Almeida Castro, Augusto Mascarenhas, Manoel Antônio Paes de Barros e Estevão Alves Correa.

Considerando que a margem esquerda do Rio Aquidauana fora onde se iniciou a atividade comercial de Aquidauana, tem-se o porto de Anastácio como o primeiro núcleo de desenvolvimento aquidauanense.  O novo povoado também se fez primeiro na margem esquerda, em terras da Fazenda Santa Maria, adquiridas pelos fundadores da “Princesa do Sul”. Este fato foi provocado pela necessidade de se encontrar um local adequado para carga e descarga de mercadorias que provinham da cidade de Miranda (a quem pertenciam todas estas terras) pelo único meio de transporte então existentes: a navegação fluvial, sendo que as barrancas do rio, em sua margem direita, não eram propícias para a atração de lanchas. Em consequência, ao longo da rua Porto Geral, na margem esquerda, surgiram as primeiras casas comerciais e a primeira escola (que recebeu o nome do Coronel Theodoro Rondon).

Com o decorrer do tempo, Aquidauana, na margem esquerda, tornou-se importante centro de abastecimento da região sul do Estado. O desenvolvimento da margem esquerda, somente conheceu declínio quando, em 1911, os trilhos da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil cortaram o município em sua margem direita e a estação ferroviária passa a concentrar às suas voltas um aglomerado urbano que cresce e se desenvolve rapidamente.

A ferrovia aos poucos foi desbancando a navegação fluvial que era o fator do crescimento da margem esquerda. Mais tarde, porém, surgiu séria rivalidade entre Aquidauana e Anastácio (bairro da Sede e denominado ainda margem esquerda), julgando-se os moradores deste, prejudicados pela Administração Municipal, instalado na margem direita.

Emancipação - Partindo daí organizou-se o Movimento de Independência da Margem Esquerda – MIME – sem finalidade política e que visava unicamente a sua emancipação. Nesse trabalho, muito se destacaram os senhores Almiro Flores Nogueira, o “Seo Belinho” (que viria a ser o primeiro prefeito) e David Medeiros Sobrinho (também futuro prefeito). O distrito de Paz da Margem Esquerda foi criado pela Lei nº 1.164, de 20-11-1958 e, a partir daí, mais se acirrou a luta pela criação do município. Um incidente mais sério (política comercial da carne) fez com que o Movimento de Independência coordenasse a circulação de um abaixo-assinado que logo consegue 1.230 assinaturas, solicitação à Assembléia Legislativa a emancipação da Margem Esquerda. Na casa dos deputados estaduais em Cuiabá quem assumiu a autoria do projeto emancipador foi o deputado petebista Carlos de Souza Medeiros.

Formação Administrativa - Distrito criado com a denominação de Anastácio (ex-povoado da margem esquerda), pela lei municipal nº 1164, de 20-11-1958, subordinado ao município de Aquidauana. Em divisão territorial datada de 01-07-1960, o distrito de Anastácio figura no município de Aquidauana, assim permanecendo em divisão territorial datada de 31-12-1963. Elevado à categoria de município com a denominação de Anastácio, pela lei estadual nº 2143, de 18-03-1964, desmembrado de Aquidauana. Sede no atual distrito de Anastácio. Constituído de 2 distritos: Anastácio e Palmeiras (ex-Jango), ambos desmembrados de Aquidauana. Instalado em 01-01-1965, o nome de Anastácio foi escolhido em homenagem ao primeiro morador oficial do povoado, o italiano Vicente Anastácio, cuja residência centenária foi a primeira de alvenaria erguida no povoado e ainda hoje se destaca na esquina das avenidas Manuel Murtinho e Porto Geral.

Em divisão territorial datada de 31-12-1968, o município é constituído de 2 distritos: Anastácio e Palmeiras. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31-12-1971. Pela lei estadual nº 3607, de 09-11-1976, é criado o distrito de Dois Irmãos e anexado ao município de Anastácio. Em divisão territorial datada de 01-01-1979, o município é constituído de 3 distritos: Anastácio, Dois Irmãos do Buriti e Palmeiras. Pela lei estadual nº 775, de 13-11-1987, desmembram-se do município de Anastácio os distritos de Dois Irmãos do Buriti e Palmeiras, para formar o novo município de Dois Irmãos do Buriti. Em divisão territorial datada de 1991, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Futuro

Pode-se dizer que, ao contrário dos conflitos e do crescimento desordenado que por muitos anos deu corpo à cidade de Anastácio e a sua extensão rural, hoje o município vive um novo estágio e está pronto para receber as mudanças vindouras.

O atual prefeito, Douglas Melo Figueiredo, é o principal exemplo dessa preocupação futurista, pois em quatro mandatos tem-se destacado como o administrador que mais investiu na infra-estrutura urbana e rural. Aos poucos, ele alicerçou, física e socialmente, as colônias e assentamentos rurais e dotou a cidade de uma rede de esgotamento de água e esgoto, com avançados benefícios de pavimentação e calçamento. A preocupação com a base social também é percebida através de projetos, programas e núcleos de atendimento social, desde o fortalecimento da escola pública ao atendimento de saúde, da segurança, da justiça e outros serviços ao cidadão.

Portanto, Anastácio, muito mais que um entre os 78 municípios sul-mato-grossenses, é um destacado vencedor que se orgulha de ter sido berço deste portal pantaneiro, de fazer parte da História do Mato Grosso do Sul e do Brasil (a exemplo do seu Porto Canuto, solo consagrado pela Guerra do Paraguai por ser o marco final da heróica Retirada da Laguna). Além de ter se tornado município e cidade ideais para se viver, sua projeção é de continuar sua luta, ao lado da co-irmã Aquidauana, contribuindo para o desenvolvimento regional que se inicia.